Uns falam sobre a redução da maioridade penal como resposta aos crimes
que são cometidos, também, por menores de dezoito anos. Eu não concordo
com a medida pelo fato de ser simplista e, pior, omitir as raízes da
criminalidade; onde estão a injustiça social, reclusão de direitos e
estímulo escancarado dos valores hegemônicos dentro da sociedade que não
fazem e nunca fizeram sentido na vida das camadas mais pobres. Também
um crime moral cometido diariamente por publicitários dos
inconsciente. Mas eu simplesmente não me limito a dizer que não. Acho
muito pouco apenas negar, comparável a dizer que sim no que toca a
concretização das transformações de mundo. Tento ser mais a favor do que
contra sempre. A favor do rompimento ideológico que naturaliza e cria
todo tipo barbaridade que existe dentro e fora do alcance das telas
privadas de cumplicidade estatal. Se não alcançamos esse patamar de
desenvolvimento ainda e alguns, falsamente, acreditam na falácia da
falta de recursos — sic, interesses — para alcançá-lo, ao menos acredito
na possibilidade de construir instituições que promovam uma recuperação
esperançosa. Entre os que dizem sim e não, há um abismo de interesses
em comum, entre estes a paz.
Minha opinião está sintetizada nessas linhas muito resumidamente. Eu poderia me estender sobre o assunto, dava pra fazer um baita texto, mas eu lembro que as vezes é bom colocar coisas pequenas, que abram margens para o pensamento livre. Seguimos assim, as ideias não estão construídas ainda. Ao seguir com a escrita eu desenvolvo minhas ideias e as coisas tomam formas, sempre mutáveis.
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